quarta-feira, 9 de junho de 2010

AO MEU AMOR

O meu amor foi para longe, descobrir-se, experimentar-se, viajar sozinho. Foi a medo, ou meio a medo, por não saber aonde vai dar esse caminho. Eu disse-lhe para ir em paz, para não ter medo, para ser capaz de confiar no seu próprio segredo. O seguro morreu de velho e, mesmo no escuro, que melhor ao amor faz do que olhar-se ao espelho? É um mergulho suave, um doce grito, como se fosse um voo de ave no infinito. Quando for hora de voltar, talvez o meu amor saiba melhor o que é amar.

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